Seguro de viagem para a Europa: quando, como e por que fazer

Seguro de viagem para a Europa: quando, como e por que fazer

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O seguro de viagem para a Europa ainda desperta muitas dúvidas.

E se você está organizando seu passeio pelo Velho Continente, precisa colocar esse item no checklist de viagem.

Nem todos os países da Europa exigem o seguro de viagem para brasileiros. Mesmo assim, essa contratação representa uma segurança importante em qualquer roteiro no exterior.

Tudo bem se você precisar de atendimento médico na Inglaterra. O sistema público de saúde britânico funciona bem, especialmente na comparação com o Brasil. Mas e na Croácia? E na República Checa?

Se você tiver que ser internado em uma rede privada ou sofrer um procedimento cirúrgico de urgência, por exemplo, a conta em euros pode estragar não apenas esse passeio, mas muitos embarques para a Europa.

Por isso, resolvemos criar este post com dicas práticas para quem tem dúvidas sobre o seguro de viagem. Neste artigo, você vai entender melhor os seguintes tópicos:

  • É sempre válido fazer seguro de viagem para a Europa?
  • Quais países europeus exigem seguro?
  • Como funciona a exigência do seguro na União Europeia?
  • O que é o Tratado de Schengen e como ele afeta o seu seguro?
  • A quais requisitos o seguro deve atender?

Ficou interessado? Então siga a leitura.

Como viajar barato pela Europa
Seguro de viagem é uma segurança maior para o viajante. Foto: iStock, Getty Images

Seguro de viagem para a Europa é necessário?

O seguro de viagem para a Europa é exigido por todos os países que assinam o Tratado de Schengen. Entre eles, estão alguns dos destinos mais populares para brasileiros, como França, Itália, Espanha, Portugal, Alemanha, Holanda. O Reino Unido é uma exceção: para Londres, não é necessário.

Na prática, como roteiros pela Europa costumam abranger países que exigem o seguro viagem, é recomendado que você o contrate para todo o período.

Antes que você comece a xingar o Tratado de Schengen por exigir seguro, lembre que é esse acordo que permite que você faça um roteiro muitos países muito populares na Europa sem se preocupar com visto.

Criado em 1997, o tratado define diversas regras de circulação dentro dos países signatários.

Para o brasileiro, ele confere livre entrada e movimentação durante 90 dias em quase todo o Velho Continente.

Mas, como já vimos, não adianta embarcar sem planejamento. Para aproveitar essa abertura de fronteiras, é preciso seguir algumas regras, como a contratação de um seguro de viagem com cobertura de 30 mil euros, no mínimo, para cobrir todos os custos médicos em caso de necessidade, e carregar um passaporte com validade superior a três meses.

Países europeus que exigem o seguro de viagem

Todos os 26 membros da zona de Schengen exigem que seja contratado o seguro de viagem. Veja a lista: Alemanha, Áustria, Bélgica, Dinamarca, Eslováquia, Eslovênia, Espanha, Estônia, Finlândia, França, Grécia, Holanda, Hungria, Islândia, Itália, Liechtenstein, Letônia, Lituânia, Luxemburgo, Malta, Noruega, Polônia, Portugal, República Tcheca, Suécia e Suíça.

Além desses países, o Principado de Mônaco, San Marino e a Cidade do Vaticano compartilham da abertura de fronteiras, apesar de não serem signatários do acordo.

Como você pôde perceber, praticamente todos os grandes destinos turísticos, exceto Reino Unido, fazem parte da lista.

O Reino Unido não exige seguro de viagem e oferece assistência médica gratuita em sua rede pública para os turistas.

A República da Irlanda, por outro lado, não é signatária do acordo, mas exige o seguro para a entrada.

Exigências do seguro para o Tratado de Schengen

A principal exigência do Tratado de Schengen para o seguro de viagem à qual você deve ficar atento é o da cobertura mínima de 30 mil euros. Ao fazer a cotação em seguradoras para países signatários, você deve receber propostas já prevendo esse valor, mas vale revisar essa questão com cuidado.

Além disso, é preciso negociar e saber exatamente o que está incluído no seguro. Por exemplo, a maioria das seguradoras não inclui acidentes esportivos nos programas básicos. Se você estiver pensando em praticar esqui ou algum outro esporte de inverno, é fundamental  negociar esse ponto ou escolher outro seguro.

Limites de permanência e regras no Espaço Schengen

Além do seguro, há algumas regras básicas para se locomover na zona de Schengen. Para não ter problemas, você deve cumprir com os seguintes requisitos:

  • Passaporte: deve ter mínimo de 3 meses de validade após a volta para o Brasil (ou seja, é melhor se garantir com seis meses de validade).
  • Permanência: até 90 dias. E não vale sair da Europa e voltar para “recarregar” esse período de circulação livre. Você vai precisar esperar seis meses para contar novamente com esse free pass.
  • Hospedagem: comprovantes de hotel, albergue ou equivalente ou carta de amigo que vai hospedá-lo.
  • Capacidade financeira: caso necessário, você deve demonstrar capacidade financeira de se manter durante o período de viagem
  • Seguro de viagem: comprovante que identifique a cobertura exigida.

Fora do Tratado de Schengen, as regras são diferentes.

O Reino Unido, por exemplo, permite a turistas brasileiros, sem visto prévio, a permanência por até seis meses dentro de seu território, embora imponha uma entrevista bem mais rigorosa na imigração.

Outro país europeu que não assina o tratado é a Rússia, que exige visto, seguro de viagem e, certas vezes, exagera na burocracia.

4 cuidados essenciais para contratar seguro de viagem para Europa

Agora que já vimos a importância de um seguro de viagem para a Europa, vamos descobrir quais são os principais passos que você deve seguir para evitar problemas e acertar na contratação.

1. Verifique o seguro oferecido pelo cartão de crédito

Uma primeira dica é verificar se o seu cartão de crédito não dá direito ao seguro viagem gratuito. Cartões Visa Platinum ou Master Platinum, por exemplo, costumam oferecer esse benefício.

Ao verificar essa informação, você deve ler atentamente o site da empresa e o contrato do seguro. Verifique estes pontos:

  • Valores da cobertura médica
  • Produtos personalizados
  • Cobertura de extravio de bagagem
  • Planos individuais e familiares
  • Como são os procedimentos de reembolso ou assistência
  • Cláusulas sobre doenças crônicas
  • Cláusulas sobre exceções, como acidentes durante a prática de esportes de risco

2. Faça uma pesquisa extensa

Caso seu cartão de crédito não ofereça o seguro de viagem adequado, você terá que vasculhar o mercado.

Não vamos indicar um ou outro seguro aqui, mas há uma grande variação de preços. Por isso, faça uma cotação com os principais, considerando os requisitos mínimos e quaisquer aspectos extras oferecidos.

Se você estiver negociando um pacote, passagens ou hospedagem com agência de viagens, aproveite também para cotar o seguro.

3. Tome cuidado com cláusulas de exceção

Os seguros costumam conter cláusulas de exceção, que são aquelas em que a seguradora não se responsabiliza pelo segurado, ou seja, você fica por conta própria.

Existem planos extensivos que cobrem condições preexistentes, mas os valores costumam variar bastante. Então, pode ser necessário um pouco mais de pesquisa e até uma ligação telefônica para entender bem todos os termos.

Caso você utilize marca-passo ou possua qualquer problema crônico, o cuidado deve ser redobrado, até para visitar países que ofereçam infraestrutura hospitalar em condições de atendê-lo em uma emergência..

4. Descubra como acionar o seguro de viagem

Ao contratar o seguro e comparar opções, vale ir um pouco além na pesquisa e entender como acioná-lo em caso de necessidade.

Em geral, as seguradoras recomendam que, assim que você passar mal ou tiver um acidente, ligue para o telefone indicado para solicitar atendimento antes mesmo de se dirigir para o hospital (claro que aqui deve haver o bom senso de reconhecer os casos de urgência).

Na ligação, o seguro vai encaminhá-lo para um estabelecimento conveniado.

Caso você precise ser atendido com urgência, terá que pagar por conta própria e depois solicitar o reembolso para a seguradora. É um processo mais burocrático e geralmente há prazos bem definidos que você deve conhecer com antecedência (viu como é bom ler o contrato?).

Ah! E depois do atendimento, não vá embora do hospital sem levar todos os recibos, laudos e qualquer documento adicional que o seguro exija para que você seja reembolsado. A ausência da documentação pode acarretar em um prejuízo enorme ou, no mínimo, uma briga demorada para recuperar seu dinheiro.

Pronto, agora você está mais preparado para escolher um seguro de viagem para a Europa. E então, já tem alguma ideia de seguradora? Já sabe se o seu cartão oferece a cobertura necessária? Deixe um comentário.

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