O que é Brexit?

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Você sabe o que é Brexit e quais os motivos que motivaram o Reino Unido  a fazê-lo? Aqui vamos explicar tudo o que você precisa saber sobre ele.

Brexit é a junção de duas palavras que ficaram mundialmente conhecidas nos últimos anos. Essas palavras são “British” e “exit” que em uma tradução livre seria algo como “saída britânica”.

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Caso você ainda não esteja entendendo, Brexit é o termo designado para a saída do Reino Unido da União Europeia. A União Europeia possui 28 países e prevê uma série de benefícios para os países e para os cidadãos que estão integrados.

O Reino Unido foi o primeiro país a deixar a União Europeia e o “casamento” entre eles durou 47 anos.

Entenda mais sobre o que há por trás do Brexit: Entenda as bases da economia da Inglaterra e as perspectivas com o Brexit 

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O que é Brexit?

O que motivou a saída do Reino Unido da UE?

Como dito, os países pertencentes a União Europeia possuem uma série de benefícios diferenciados entre si. Por exemplo, a UE estabelece o livre comércio entre todos os países do bloco ao mesmo tempo que facilita o trânsito dos cidadãos para morar ou trabalhar em qualquer parte do bloco.

Essas “vantagens” trouxeram estranheza quando o Reino Unido começou a demonstrar seu interesse em sair do bloco. Afinal, por quais motivos o país desejaria sair de algo vantajoso para ele e seus cidadãos?

Abaixo segue uma lista de motivos que resultou no Brexit:

  • Restrição da entrada de imigrantes no país;
  • Soberania para os britânicos decidirem assuntos relevantes ao seu país, como saúde, economia e educação;
  • Fim do repasse de valores do Reino Unido para a União Europeia aumentando assim os recursos públicos do país;
  • Possibilidade de acordos melhores com outros países, principalmente nos acordos bilaterais.

Porém, alguns pontos desse “divórcio” também eram controversos, apresentando desvantagens para o país e seus cidadãos, tais como:

  • Crescimento da dificuldade de cidadãos do Reino Unido residir ou trabalhar em outros países pertencentes a UE;
  • Prejudicar negócios favorecidos com o livre comércio entre o Reino Unido e demais países da UE;
  • Reduzir lucro dos produtos exportados do Reino Unido para demais países da UE;
  • Não existência de garantias que os recursos (dinheiro) que antes eram repassados para a União Europeia seriam utilizados em demandas do país, como saúde e educação.

Mesmo com esses pontos negativos, o Reino Unido convocou seus cidadãos para um referendo em 2016 perguntando se eles deveriam ou não sair da UE. Com 52% dos votos a favor da saída, surgia assim o Brexit.

O início do Brexit

Com a aprovação da população para o Brexit, o Reino Unido fez o anúncio para a UE (e para o mundo) do seu desejo de sair do bloco econômico. Isso aconteceu em 2016.

Pelas regras do UE, após um país demonstrar o desejo de sair do bloco, ele deveria cumprir um prazo de “carência” de 2 anos antes de sua saída. Pela regra, esse período seria para desenvolver um acordo entre ambos. Assim, a saída ficaria agendada para o dia 29 de março de 2019.

Esse acordo deveria explicar temas como:

  • O que aconteceria com as pessoas do Reino Unido que morariam em algum dos outros países da UE;
  • O que aconteceria com os cidadãos de outros países que estivessem residindo no Reino Unido;
  • O valor a ser pago pelo Reino Unido para a UE pela quebra do acordo;
  • Como ficaria a situação da Irlanda, que pertence a União Europeia mas que fica localizada na mesma ilha da Irlanda do Norte, pertencente ao Reino Unido.

A politica por trás do Brexit

Com 2 anos de prazo para a saída do Reino Unido da UE havia chegado o momento de iniciar as negociações para essa saída. Porém, devido aos inúmeros contratempos, foram necessário 3 primeiros-ministros para firmar esse acordo.

O primeiro-ministro a renunciar o cargo foi conservador David Cameron . Foi ele que convocou o referendo perguntando se o país deveria sair ou ficar na União Europeia.

Porém, com o resultado positivo para o Brexit, o primeiro-ministro renunciou logo após o anúncio do resultado. David Cameron era contra a saída do país da UE.

Em seu lugar, Theresa May assumiu e foi ela que tentou negociar com a União Europeia durante os dois anos que se seguiram. No total, Theresa May enviou 3 vezes o acordo para votação dos parlamentares do Reino Unido. Nas 3 vezes o acordo foi recusado.

Após a terceira tentativa frustrada da votação do acordo, a então primeira-ministra Theresa May desistiu do cargo.

Boris Johnson então se tornou o primeiro-ministro (julho de 2019, após o já término dos 2 anos para o Brexit acontecer) e prometeu um novo acordo com a UE. Dessa forma, a saída ganhou uma nova data para acontecer, 31 de outubro de 2019.

O primeiro-ministro chegou a formular um novo acordo, mas devido a não possuir a maioria dos parlamentares para votar a favor do acordo, estipulou nova data para o Brexit, firmando a data em 31 de janeiro de 2019.

Nesse meio tempo de negociações do primeiro-ministro, ele chegou a falar que, mesmo que o acordo não fosse firmado o Reino Unido sairia da UE.

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A “jogada de mestre” do primeiro-ministro

Em uma espécie de “última tentativa” para aprovação do acordo, Boris Johnson fez uma “jogada de mestre” (que poderia ser um “tiro no pé” se desse errado e acabar com as tentativas “pacificas” do Brexit).

O primeiro-ministro antecipou as eleições legislativas (prevista apenas para 2022). A tentativa era para, com as novas eleições, o seu partido (conservador) consegui-se mais cadeiras no parlamento para aprovar o acordo.

As novas eleições aconteceram e em dezembro de 2019 o partido conservador se tornou a maioria do parlamento votando a favor do acordo.

No dia 31 de janeiro de 2020, enfim ocorreu o Brexit levando a saída do Reino Unido da União Europeia.

O Pós-Brexit

Ficou definido que as negociações entre o Reino Unido e a União Europeia devem acontecer no período de 11 meses, ou seja, até o final de dezembro de 2020.

Para os especialistas, é impossível acontecer as negociações dentro desse prazo, uma vez que são muitos pontos a serem levados em consideração para os novos intercâmbios.

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