Guerra das Malvinas: conflito territorial e político

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Você provavelmente já ouviu falar na Guerra das Malvinas, em uma daquelas aulas de história do Ensino Médio ou do cursinho pré-vestibular, certo? Mas é sempre interessante recapitular esse conflito, já que ele representa um capítulo importante na história do Reino Unido, envolvendo também um país próximo do Brasil: a Argentina. 🇦🇷

A Guerra das Malvinas foi um conflito de curta duração (entre os dias 2 de abril e 14 de junho de 1982), no qual argentinos e britânicos se enfrentaram para disputar o território das Ilhas Malvinas, chamadas Falklands em inglês. Mas havia questões muito além das terras no entorno dessa batalha.

Ficou curioso para relembrar o que foi a Guerra das Malvinas e como ela se desenrolou? Confira, abaixo, nosso “resumão” de hoje. 🤓

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Obra de William Lionel Wyllie retrata confrontos navais na Guerra das Malvinas. Imagem: Domínio Público

O que foi a Guerra das Malvinas: causas e consequências

No cerne da Guerra das Malvinas, estava uma questão geopolítica. As Falklands, desde 1833, eram administradas pelos britânicos – foram eles que dominaram e colonizaram inicialmente esse arquipélago. Embora pouco habitado, ele possui uma posição geográfica estratégica.

O que ocorreu foi que, em 1982, a Argentina passou a alegar que as Malvinas deveriam ser integradas ao seu território. O motivo? Eles afirmavam que as Falklands pertenciam à região da Espanha, da qual se tornaram independentes em 1822. Por direito, então, os argentinos consideravam que as ilhas, a cerca de 480 km de seu país, pertenciam a eles.

No entanto, hoje os historiadores concluem que o conflito não foi apenas uma briga territorial, mas sim embasado por motivações políticas.

Contexto político na Guerra das Malvinas

No ano de 1982, a Argentina passava por um regime militar. No poder, o ditador Leopoldo Galtieri começava a sentir a revolta popular: os cidadãos estavam cada vez mais indignados com o abuso de direitos humanos e a má administração. Sua decisão de invadir as ilhas britânicas, portanto, tinha ainda um outro propósito: unir a nação e criar um senso patriota, colocando os britânicos na figura de “inimigos” – e não ele, o próprio ditador.

No Reino Unido, porém, a então primeira-ministra, Margaret Thatcher, também enfrentava pressão por parte dos britânicos, tentando guiar o país durante uma crise econômica. Bem, se Galtieri achava que seria fácil derrotá-la…well, he was wrong. A Dama de Ferro, que precisava reforçar sua popularidade, aproveitou para enviar tropas rapidamente às Falklands e também utilizou o conflito como arma política interna.

Desdobramentos dos conflitos

Em 2 de abril de 1982, as tropas argentinas tomaram a capital das Ilhas Malvinas, Port Stanley, e passaram a chamá-la de Puerto Argentino. O Reino Unido exigiu que os soldados se retirassem e, diante da recusa argentina, enviou nada menos que 100 navios de guerra e 27 mil soldados prontos para o combate.

Apesar dos argentinos contarem com a vantagem de uma proximidade territorial, suas tropas eram quase três vezes menores. Enquanto os britânicos tinham 100 navios e aviões de guerra de última geração, os hermanos tinham apenas 40 navios e um exército menos preparado para combate.

O resultado foi que os britânicos derrotaram os argentinos em pouco mais de dois meses. Mesmo curta, porém, a Guerra das Malvinas foi bastante devastadora. No dia 2 de maio, os britânicos afundaram o navio argentino General Belgrano e mataram todos os 326 tripulantes a bordo.

Dois dias depois, a embarcação britânica HMS Sheffield foi atingida por um míssil Exocet e também afundou, matando 20 soldados. Em apenas 75 dias, a Guerra das Malvinas vitimou 258 britânicos e 649 argentinos.

Consequências da Guerra

Com o fim da Guerra das Malvinas, os laços diplomáticos entre Argentina e Reino Unido ficaram suspensos – só voltaram a ser reatados em 1990. Até hoje, porém, o clima entre ambas as nações não é tão amigável. Em 2012, 30 anos após o término conflito, o governo argentino solicitou uma reabertura do caso para negociações acerca da posse do território. O governo britânico prontamente recusou.

Os desdobramentos políticos na época da guerra também foram significativos. O governo de Thatcher ganhou força e ela conseguiu se reeleger primeira-ministra. Já na Argentina, eclodiu uma profunda crise econômica e política: o ditador Galtiere foi deposto e o país entrou em seu processo de redemocratização.

Onde ficam as Ilhas Malvinas?

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Localização das Ilhas Maldivas. Imagem: Domínio Público

As Ilhas Malvinas compõem um arquipélago, situado na parte sul do oceano Atlântico, mais precisamente na plataforma continental da Patagônia. As principais ilhas que compõem as chamadas Falklands estão a cerca de 500 quilômetros a leste da costa sul da América do Sul.

As ilhas têm governo local próprio, mas é o governo do Reino Unido que assume a responsabilidade pela defesa e pelas relações internacionais referentes a esse território. As Malvinas, que ocupam uma área de aproximadamente 12.200 km², têm apenas cerca de 2.932 habitantes – a maioria nativos de ascendência britânica.

E aí, gostou de relembrar um pouco do contexto histórico da Guerra das Malvinas? Deixe um comentário. 😉

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