James Cook: história e curiosidades sobre o explorador

James Cook: história e curiosidades sobre o explorador

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Preparado para conhecer o perfil de mais um britânico que marcou história? Hoje, vamos apresentar James Cook, gênio da náutica, da matemática e da astronomia nascido em solo inglês. Caso ainda não tenha ouvido falar dele, prepare-se para conhecer a biografia incrível do homem que descobriu o atual território da Austrália, da Nova Zelândia e do Havaí. 🌊

Amante do mar desde jovem, o capitão James Cook se tornou um dos navegadores mais exímios do século 18 – e certamente um dos mais notáveis de toda a história da Marinha Real Britânica. As descobertas feitas em suas expedições pelo Pacífico deixaram um legado para o mundo.

Curioso para saber mais sobre quem foi James Cook? Então confira, abaixo, o nosso “resumão” de hoje. 🤓

James Cook
Retrato oficial do Capitão James Cook. Foto: Domínio Público

Uma breve biografia de James Cook

James Cook nasceu em 27 de outubro de 1728, na vila de Marton (região de Yorkshire), na Inglaterra. Filho de um fazendeiro, ele se mudou aos 17 anos para uma vila portuária. Desde aquele momento, ficou fascinado diante do mar – pelo menos é isso que dizem os relatos. Aos 18 anos, então,  decidiu explorar o mar do Norte pela primeira vez.

Mesmo quando ainda era aprendiz de pequenas frotas responsáveis pelo transporte de carvão na costa inglesa, Cook já sabia o que almejava para o futuro: ser o capitão do seu próprio navio. Por isso, quando estava em terra firme, passou a se dedicar ao estudo de disciplinas como álgebra, geometria, trigonometria, navegação e astronomia.

Os serviços prestados à Marinha

O destino de James Cook parecia já estar escrito. Em 1755, ele ingressou como voluntário na Marinha Real Britânica e foi rapidamente promovido a capitão. Nesse período, esteve presente em diversas batalhas na região da América do Norte, incluindo os confrontos entre  franceses e os povos indígenas.

De acordo com o portal inglês Biography, Cook também comandou um navio da Marinha Britânica durante a Guerra dos Sete Anos (entre 1756 e 1763). A partir de então, começou a se tornar um membro cada vez mais valioso para a frota britânica – e, com isso, vieram novas responsabilidades.

As expedições mais importantes de Cook

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Ilustração das rotas percorridas por Cook. Foto: Domínio Público

Entre as diversas expedições científicas lideradas por James Cook, há algumas que se destacam. A primeira delas – segundo a BBC – ocorreu em agosto de 1768, quando o governo britânico o incumbiu de observar, no Taiti, um fenômeno natural que consistia na passagem de Vênus pelo Sol. Na ocasião, o capitão navegou à bordo do navio Endeavour até abril de 1769 para chegar ao seu destino.  

Em 1770, também à bordo do HMB Endeavour, Cook descobriu e mapeou a atual região da Nova Zelândia, chegando também à costa sudeste da Austrália. Na época, ele decidiu nomear esse novo continente como “Nova Gales do Sul” e, naturalmente, reivindicou a posse da área à Grã-Bretanha.

A segunda grande viagem do explorador a serviço da Marinha Real ocorreu entre 1772 e 1775, quando ele navegou o mundo no sentido oeste-leste, com o propósito de descobrir um novo continente meridional. Ele não chegou de fato à Antártica, mas foi o primeiro europeu a cruzar o círculo polar Antártico.

Em sua jornada, James Cook também descobriu e mapeou diversos outros grupos de ilhas. Pelo exímio trabalho científico e técnico, ele se tornou reconhecido como navegador e foi eleito membro da Royal Society.

A última aventura do navegador começou em julho de 1776, quando partiu na tentativa de descobrir uma rota marítima que conduzia os navegadores do Oceano Atlântico ao Oceano Pacífico, através das águas que banham o arquipélago ártico do norte do Canadá. Embora esse propósito não tenha se concretizado, a viagem resultou em outro feito inesperado.

Em janeiro de 1778, Cook descobriu o arquipélago do Havaí. Se tornou, assim, o primeiro europeu a visitar as ilhas Sandwich. Mas, por ironia do destino, a descoberta dessa região não teve um final feliz.

A misteriosa morte de James Cook

Cook morte
Ilustração da suposta morte de Cook, causada por nativos havaianos. Foto: Domínio Público

Quando regressou ao arquipélago do Havaí, em 1779, Cook nunca mais voltou. No livro “Os desbravadores: uma história mundial da exploração da Terra”, o historiador Felipe Fernández-Armesto reforça que a morte do navegador até hoje não foi muito bem esclarecida. Pelo que sabemos, ele pode ter sido morto por nativos, ou até vítima de um ritual religioso.

O legado de James Cook para o mundo

Embora tenha morrido jovem, aos 50 anos, James Cook deixou um importante legado à Grã-Bretanha – e ao próprio mundo. Além de ter aberto caminho para a colonização da Austrália e da Nova Zelândia, os conhecimentos humanos, botânicos e zoológicos provenientes de suas expedições ajudaram a abrir caminho para o desenvolvimento científico acelerado da Inglaterra.

As viagens comandadas por ele também serviram de exemplo para o restante da Europa. Os cidadãos passaram a ter uma dimensão melhor da imensidão do Pacífico e seu potencial como unidade geográfica e zona econômica, facilitando o comércio. Certamente, James Cook fez história.

Na memória dos britânicos, ele sempre será lembrado não só pelas habilidades cartográficas e de navegação, mas também pela coragem de explorar locais remotos e pela capacidade de conduzir seus homens nas condições mais adversas.

E aí, gostou de conhecer melhor a história de James Cook? Qual parte da biografia dele você achou mais fascinante? Conte para a gente nos comentários. 😊

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