Metrô de Londres: quase 150 anos de história

Metrô de Londres: quase 150 anos de história

Foto: Gustavo Heldt, Mapa de Londres
Foto: Gustavo Heldt, Mapa de Londres

O Metrô de Londres foi o primeiro sistema metroviário do planeta. Atualmente, configura-se como o segundo maior, depois do metrô de Xangai, na China. Um dos símbolos máximos de Londres apresenta números impressionantes: 400 km de extensão, 270 estações, 11 linhas, 4.070 veículos e  mais de dois milhões de passageiros diários. A demanda pelo transporte subterrâneo é tão grande, que uma série de melhorias está prevista até 2025.

O fascínio pelo metrô de Londres

O fascínio pelo metrô de Londres decorre de diversas peculiaridades que esse sistema de tranporte apresenta:

– Mind the gap (Por todo lugar, se ouve e se lê a frase, que orienta o passageiro a cuidar com o vão entre a plataforma e o trem na hora do embarque e do desembarque)

– As propandas dentro dos trens (Sempre bem humorados, os anúncios do metrô chamam a atenção e distraem a turba estressada nos horários mais tensos)

– A facilidade do uso (à primeira vista, pode parecer complicado entender as linhas e as estações, mas em duas ou três viagens já se pega o jeito)

– O mapa do metrô (Minimalista, entrou para a história do design)

Post mais atualizado: 150 anos do metrô de Londres

História do metrô de Londres

A construção do Underground começou em meados do século 19, devido à necessidade de locomoção a lugares muito distantes. Em 1854 seis terminais foram construídos: London Bridge, Euston, Paddington, King’s Cross, Bishopgate e a Waterloo. No dia 10 de janeiro de 1863, a linha que ligaria a estação de Paddington à Farringdon Street Via King’s Cross foi inaugurada, a Metropolitan Railway, a primeira linha de metrô do mundo.

Daí em diante, o metrô londrino só cresceu. A segunda linha, a de Hammersmith and City Railway, foi aberta a 13 de Junho de 1864. Com alguns meses de funcionamento, o metrô já computava 26 mil passageiros por dia. Os primeiros túneis foram construídos com um método nada convencional hoje em dia, o método “cortar-tapar”. Para construir os túneis, os operários escavavam desde a superfície o local por onde o metrô haveria de passar, construíam a linha férrea e tapavam a construção com terra, aplainando novamente a superfície. Devido a este método de construção, varias casas e estabelecimentos tiveram que ser destruídos. No dia 7 de dezembro de 1869 a primeira linha subaquática entrou em circulação, a East London Railway, que corta o rio Tâmisa 23 metros abaixo da sua superfície.

As primeiras operações com comboios elétricos começaram em 1890. Antes disso, os trens eram movidos por energia a vapor, o que causava uma grande fumaça dentro dos túneis, devido à queima do carvão. Para contornar o problema, ao longo das linhas e principalmente nas estações foram feitas aberturas que davam para a superfície.

Segunda Guerra em Londres

Durante a Segunda Guerra Mundial, o metrô foi utilizado como abrigo aos ataques aéreos e como pernoite para desabrigados. No inicio das ocupações clandestinas, o governo tentou desencorajar a população, mas com o avanço da guerra, acabou por disponibilizar beliches ao longo da ferrovia, latrinas e acesso fácil à comida. Oito grandes tuneis foram construídos abaixo das linhas do metrô para servirem como abrigo. Cada túnel poderia abrigar até oito mil pessoas, e foram construídos com o intuito de que virassem linhas ferroviárias após à guerra. As linhas serviram de abrigo não só para desabrigados e refugiados, mas também como esconderijo para políticos e personalidades importantes.

As linhas do Underground podem ser classificadas de acordo com dois tipos, as de pouca profundidade, na superfície ou cinco metros abaixo dela, e as de grande profundidade, cerca de vinte metros abaixo da superfície, embora esta profundidade varie bastante em determinados pontos da cidade. O clima dentro dos tuneis pode ser algo bastante desagradável devido a profundidade dos tuneis e ao fato de eles serem mal ventilados. Na onda de calor que atingiu a Europa em 2006, chegou a ser registrada a temperatura de 47°C. Ao longo da rede metropolitana existem cartazes espalhados por toda parte, que orientam os usuários a trazerem consigo garrafas de água sempre que utilizarem o metrô.

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