Quem foi a Rainha Vitória

Quem foi a Rainha Vitória

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A Rainha Vitória é a monarca que mais tempo permaneceu no trono do Reino Unido e da Inglaterra depois da Soberana atual, Elizabeth II. Ela ostentou a coroa por 63 anos e sete meses, de 1837 a 1901, em um período de grande prosperidade para o Império Britânico, a Era Vitoriana. Em sua homenagem, há vários monumentos e estátuas espalhadas por Londres e por outras cidades de seu antigo império, inclusive em frente ao Palácio de Buckingham e ao Palácio de Kensington (onde nasceu). Depois da morte de seu adorado marido, Albert, Victoria entrou em luto e vestiu preto por quatro décadas de sua vida.

Rainha Vitória teve infância sem liberdade

A Rainha Vitória nasceu Alexandrina Victoria Regina, em 24 de maio de 1819, como Duquesa de Kent. Perdeu seu pai, George III, quando tinha apenas oito meses e a sua frente na sucessão do trono estavam seus tios idosos, o que a levou a assumir a quinta posição na caminhada até ao trono.

John Conroy criou um sistema de acompanhamento para Vitória para que ela não tivesse nenhum momento sozinha, uma tentativa de manipulá-la e ele ter mais poder. Em 1838, Vitória tornou-se rainha aos 18 anos e fez do Palácio de Buckingham sua residência oficial em Londres.

Seu primeiro pedido como rainha foi ficar sozinha por uma hora, claramente reflexo da sua juventude sufocada pelo regime de John Coroy. Exilou a mãe em quartos distantes e proibiu Coroy de visitar seus aposentos.

Sua coroação aconteceu em 28 de junho de 1838, na Abadia de Westminster, uma cerimônia que levou 400 mil pessoas as ruas de Londres e a mais nova rainha teve problemas ao colocar o anel dado ao monarca que assume o trono. O arcebispo Canterbury forçou o anel no dedo errado da rainha o que o fez ficar preso e levou mais de uma hora para retirá-lo.

A Era Vitoriana e o novo significado do que é ser rainha

Rainha Vitória
Por Alexander Bassano, 1882

Rainha Vitória permaneceu no trono por 63 anos e sete meses. Entre erros e acertos, junto do seu marido, Albert Saxe-Coburgo-Gota, ela refiniu o significado de ser rainha ao apoiar mais de 150 instituições, incluindo de caridade e desenvolvimento de museus educacionais. Obviamente, esse empenho não era mero acaso – era uma tentativa de conter o movimento republicano que crescia no país.

O casal passou a frequentar eventos para apoiar as forças armadas e rebater as críticas de que a Família Real Britânica não trabalhava para ganhar o seu sustento. Outra tática para ganhar popularidade foram as fotografias reais. Foram vendidas mais 60 mil cópias dessas fotografias e homens e mulheres tentavam seguir a moda “lançada” ou adotada pelo casal real.

Vitoria permaneceu de luto pelo resto da vida após a morte de Albert, em 1861. A dor enfrentada por ela foi tão grande que chegou a se retirar da vida pública por um longo tempo, mantendo apenas correspondência e eventos oficiais.

Seu reencontro com a vida pública foi estratégica. Seu filho Edward, um dos nove frutos do casamento com Albert, ficou doente e a rainha se viu obrigada a vir a público buscar novamente a simpatia do povo.

Para comemorar seu Jubileu de Ouro, a Rainha Vitória chegou a receber servos indianos, soldados marcharam pelas ruas de Londres juntamente com chefe de colônias da Grã-Bretanha. Já em seu Jubileu de Diamante ela participou de uma procissão para a Catedral de St. Paul e festas foram realizadas por todo o reino. Sua era chegou ao fim em 1901, depois de algumas semanas doente, ela faleceu e em seu leito de morte estavam seu filho Edward VII e neto imperador Wilhelm II da Alemanha.

No fim, a Rainha Vitória virou sinônimo de um período, a Era Vitoriana. Até hoje, é saudada como uma monarca justa, fiel e dedicada ao seu Reino.

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