Como foi sua primeira vez em Londres?

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Foto: Gustavo Heldt, Mapa de Londres
Foto: Gustavo Heldt, Mapa de Londres

A primeira vez em Londres. Tá aí uma sensação difícil de esquecer.

Acordei cedo, após o meu relógio de pulso despertar os três colegas de quarto do albergue onde eu estava hospedado, em Bayswater, bem próximo ao Hyde Park. Esfreguei os olhos, ainda tentando dimensionar com exatidão o local onde eu me encontrava e quais seriam os meus próximos passos. Então apanhei a mochila e verifiquei, com medo, se o passaporte, a carteira e outros documentos ainda estavam ali. Debaixo da cama, tirei a mala e agarrei as primeiras calça, camiseta, cueca e meias que achei, além de toalha, xampu, sabonete e todos os acessórios para a manutenção de uma higiene adequada.

Era o primeiro dia de aula de inglês, e eu tinha poucos minutos para me arrumar. Queria sair com antecedência do albergue, a fim de usufruir de alguns minutos para me coordenar no trajeto até a escola, aonde eu precisava chegar antes das 9h.  A jornada até a Oxford House College incluía uma caminhada de cinco minutos até a estação Queensway e um deslocamento de duração até então desconhecida até Oxford Circus, com a Central Line.

Liguei o chuveiro e fiquei muito contente com as primeiras gotas de água que caíram, já que elas aplacaram amplamente a sensação de frio captada no corredor estreito que ligava o quarto ao banheiro. A calefação logo ajudou a esquecer o inverno lá de fora e a possibilidade iminente de neve. Com a mente encoberta pela água quente, pelo vapor e pela imaginação dos acontecimentos incríveis que ainda me acometeriam ao longo dos primeiros dias na capital britânica, demorei mais do que o esperado e saí do banho com atraso.

Depois de buscar blusão, casaco e luvas no quarto e receber bom dia com sotaques de três nacionalidades diferentes, comecei a jornada rumo à estação de metrô. Só tinha uma coisa em mente: tomar uma coca-cola. Na época, era completamente viciado pelo refrigerante e costumava principiar as manhãs com o líquido mágico em sua embalagem mais sedutora: a latinha vermelha. Mas não achei máquina de refrigerantes na estação de Queensway e tive de seguir a jornada sem esse aditivo gasoso.

“Mind the gap between the train and the platform”. A frase me marcou desde a primeira audição. Eu gostava de repeti-la mentalmente, com distintas entonações. E a pronunciei de 15 formas durante o curto trajeto do trem até Oxford Circus, no qual me mantive em pé lendo furtivamente as manchetes dos principais jornais londrinos de diversas fontes e direções diferentes.

Logo o mundo inteiro saiu do trem comigo. Mesmo ciente de algumas regras, como não parar no meio da estação com um mapa na mão e jamais parar do lado esquerdo na escada rolante, eu estava nervoso. Mas foi só quando eu dei os primeiros passos para fora da estação que eu senti. Acho que para cada pessoa acontece em um momento diferente. E acho que o que acontece nunca é igual.

Eu estou em Londres. Eu estou em Londres. Eu estou em Londres. Londres, Londres, Londres. O pensamento me atingiu com tamanha intensidade, que quase caí ao notar um ônibus de dois andares a poucos metros (e que parecia chegar próximo demais da calçada), na junção das ruas Oxford Street e Regent Street. Com o coração batendo mais rápido, os olhos arregalados, a respiração dificultada pela necessidade maior de oxigênio, caminhei morosamente para o lado, até avistar uma lojinha que poderia me ajudar. As moedas se transformaram em uma latinha vermelha, a qual promoveu uma sensação de alívio que perdurou até o início da aula e o início de uma viagem que mudaria minha vida para sempre.

E você: em que momento você percebeu que realmente estava em Londres? Ou, para ser mais preciso: quando foi que caiu a ficha? Como foi a sua primeira vez? Deixe um comentário contando a sua experiência de arrebatamento em londres.

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18 COMENTÁRIOS

  1. Eu tinha uma paixão totalmente platônica por Londres, já que só tinha visto fotos e videos sobre a cidade.
    Até que tive a oportunidade de conhecer Londres em Setembro, em minha Lua de Mel.
    Chegamos em um domingo no final da tarde, mas estávamos bem cansados da viagem, então conhecemos os arredores do hotel.
    Na segunda feira, pegamos o mapa e decidimos ir até Westminster.
    Andamos de metrô, e claro que a frase “Mind the Gap” fixou na nossa mente..hehehehe
    Ficamos impressionados com a educação dos ingleses, ao respeitar as plaquinhas dizendo “Stand on the right” nas escadas do metrô!
    Assim que saímos da estação, eu vi muitas pessoas com a câmera para cima, tirando fotos….muitas pessoas mesmo. Eu não tinha entendido ainda o por quê. Me aproximei um pouco mais da calçada, desviando dos olhares curiosos para o céu…
    Quando olhei para cima, vi o Big Ben!!! Foi ali, na porta da estação do metrô, olhando o Big Ben que minha ficha caiu…e eu pensei: Estou em Londres, estou em Londres, estou em Londresssssss!!!!!
    Fiquei durante um bom tempo só olhando para cima, sem reação alguma…paralisada!!!

    Londres foi um sonho realizado, e pretendo voltar logo a essa cidade lindaaaaaa!

    • Danielle! Que legal a tua história. Li teu relato com muita atenção, porque acho bastante interessante perceber esses momentos de deslumbramento. A visão do Big Ben realmente impressiona, né? Espero que tu volte logo para Londres e que tu fique paralisada ainda mais vezes 🙂

      Um grande abraço.
      Gustavo

  2. Eu sou uma pessoa simplesmente apaixonada por Londres, desde pequena
    quando escutava os Beatles junto com minha mãe.
    Durante anos ouvia minha mãe contas fatos sobre esta peculiar cidade, mas o tempo
    passou… Em 1997 surgiu uma oportunidade de um intercâmbio em Londres, para estudar e ficar em casa de família, com todo o apoio dos meus pais eu fui.
    Chegando lá, fui recebida pela família, tomei um banho e rua! Peguei o tube na estação Putney Brigde e desci na Green Park, atravessei o parque e de repente me deparei com o
    Palácio de Buckingham, ali eu me dei conta que estava em Londres, o maior símbolo da monarquia na minha frente! Óbviamente que no dia seguinte fui assistir a troca da guarda
    e o mais emocionante foi que a banda tocou várias músicas dos Beatles e eu pensei: Mãe, essa é pra ti!
    E as fichas foram caindo quando eu vi o Big Ben, os ônibus vermelhos, os taxis pretos, as ruas escritas LOOK RIGHT e LOOK LEFT, mind de gap, please. Excuse me, os parques, os museus… E por aí vai.
    Desde lá, vou todos os anos para Londres e passo uns 10 dias lá, afinal, quem está cansado de Londres está cansado da vida!

  3. Reproduzindo aqui os comentários e relatos do Facebook:

    Mateus Andrighetto Tamiozzo – Estava dentro de um ônibus olhando para os carros nas ruas, esqueci da mão inglesa e fiquei me perguntando onde estavam os motoristas.

    Thaisy Pecsén – Só notei que estava em Londres quando saí do metrô, na estação King’s Cross St Pancras, aquele visual de castelo da estação. Ai ai. Coisa linda, tudo organizado, limpo e um frio de matar!

    Simone Moczulski – Logo que cheguei estava no underground e ouvia o MIND THE GAP….

    Charles Decavata – Eu ja nem me lembro mais!!! heheheeheh

  4. Mais um do Facebook, da leitora Patricia Diaz:

    Conhecer Londres era um sonho de anos e consegui realizá-lo em agosto do ano passado, fiquei hospedada em Sussex Gardens e por isso peguei direto do aeroporto o Heatrow Express até Paddington – talvez por ter feito o primeiro trajeto de trem a minha ficha só caiu mesmo quando saí da estação de Paddington, quando fui atravessar a rua e percebi a sinalização do sentido do trânsito, olhei pro lado e vi aquele ônibus enorme que sonhei ver pessoalmente durante anos, nossa, nesse momento o coração deu um salto…chorei, de mala na mão, cansada, 10 horas de voo e com disposição pra ver cada pedacinho dessa cidade que amei! alíás, queria muito agradecer a vocês, o Mapa de Londres foi muito importante pro sucesso da minha viagem, obrigada pessoal!!!

  5. Bem eu estive em Londres em dezembro de 2012, mas me lembro de cada detalhe dessa viagem incrível e dessa cidade maravilhosa. Logo que cheguei estava um pouco deprimida por estar longe de casa e da família pela 1° vez, mas não demorou muito e já estava amando aquele lugar principalmente pela forma com que fui tratada, as pessoas são extremamente educadas, a cidade é limpa tudo funciona. Ficamos por 23 dias hospedados em Wilsdeen Junction estudando em Language in London, todo dia após a aula fazíamos passeios por Londres, fiquei fascinada quando passeamos de barco pelo rio Tâmisa ver o Big Ben, passar pela Tower Brigde não há palavras que descrevam a emoção do momento. A Troca da Guarda-Real, momento único. Sem contar os museus que impressionam pelo acervo histórico. Apenas por passear nas ruas de Londres sem rumo algum já é sensacional, sem sombras de dúvida a melhor viagem da minha vida. Recomendo Londres sem sombra de dúvidas.

  6. Estudando no interior da Inglaterra, as viagens semanais a Londres eram as mais esperadas. Lembro que da primeira vez, caminhamos na the wall até o palácio de buckingham e depois até o big ben. Foi como paixão a primeira vista. Desde aquele dia meu sonho é voltar e nunca mais deixar de visitar esta cidade que, inexplicavelmente, nos deixa apaixonados.

  7. Eu sempre tive fascínio por Londres e em Janeiro de 2013 pude realizar um sonho que me perseguia há tempos. Fui à turismo, com objetivo de ficar por 1 mês, depois de ter economizado por 2 anos e meio. Minhas expectativas eram grandes e mal esperava pelo que estava por vir. Desembarquei em Heathrow, mas antes de conhecer minha amada Londres, parti para Alemanha e depois Amsterdã para encontrar com minhas amigas. Confesso que o início da minha viagem foi um desastre. Foi-me furtada a carteira no aeroporto e pensei que seria o fim da minha viagem, do meu sonho. Rapidamente tive de encontrar solução para o problema. Graças a Deus, tudo foi resolvido. Recuperei minha carteira no aeroporto e recebi novos cartões VTM. A essa altura eu já estava descrente de que teria memorável experiência, mas ainda assim, lembro-me do encanto que senti quando entrei no metrô que me levaria ao meu destino. Aquela paisagem da Zona 6 era refletida nos meus olhos que brilhavam de alegria. Cheguei ao meu destino, mas ainda não havia concebido a ideia de que realmente estava em Londres. A ficha ainda não havia caído. Levantei-me cedo no dia seguinte e fui ao encontro de alguma amigas que fariam parada pela cidade antes de voltarem ao Brasil. Andamos por Londres e eu começava a me sentir ali. Começava a entender onde estava.
    Enquanto caminhávamos, comecei a avistar as “phone booths” características daquele lugar. Meus olhos, estranhamente, se fixaram ali. Não olhava para outro lugar. Foi quando minhas amigas chamaram meu nome : “Cammie, olha pra trás!”. Ali estava ele. O parlamento britânico e aquele que estampou o papel de parede e o mural do meu quarto por muito tempo: Big Ben. Olhei e virei para elas. Fotografaram esse momento meu. A primeira vez que avistei o Big Ben. Tinha aquele olhar de uma menininha que ganhava sua primeira Barbie. Foi um misto tão grande de emoções que eu não pude saber como expressar. As horas passaram. Escureceu. Fui para casa. Finalmente cheguei no meu quarto com calefação e edredom perfeitos. Era a hora de descarregar a câmera e ver os momentos dos dia. Foi ali. Ali caiu minha ficha. Ali que eu percebi que estava em Londres. Vi minha foto e meu olhar ao avistar pela 1ª vez o Big Ben. Chorei. Muito. Toda a emoção, toda a dificuldade pela qual passei valendo a pena ali; naquele momento em frente a ao notebook, olhando a foto. Os dias seguintes foram simplesmente extraordinários. E compensaram por toda a “má impressão” inicial. Londres, me cativou. De jeito único e inesquecível. Não me despedi da cidade, não dei adeus. Foi um “vou ali e já volto”.

  8. Eu juro que eu me emocionei com a parte em que caiu a ficha de que você estava em Londres.. Meus olhos encheram d’água. Eu vou para Londres pela primeira vez em junho deste ano e nunca fiquei tão ansiosa por uma viagem. Nem quando eu fui pra Disney pela primeira vez. Vou ficar 10 dias por lá e depois vou passear pelo resto da Europa.. mas não vejo a hora de pisar em Londres.. :’)

  9. Relato emocionante MESMO. Muito bom!
    Eu irei pra lá no final de Março passar 1 mês e estudarei na Oxford House College tbm. Confesso que estou com vários receios: de não entender nada quando chegar lá, de ser barrado na imigração, de não forem com a minha cara na residência que eu ficarei, de me perder no metrô.. enfim…rsrs
    Ao ler esse relato fiquei mais ansioso ainda, pois será a primeira vez que vou sair do Brasil, mas vamos que vamos, realizarei este sonho.

  10. Moro no interior, sempre fui criada pertinho da família, nunca me aventurei muito. Quando optei pelo intercâmbio na Inglaterra, eu torcia secretamente pra ser selecionada por uma cidadezinha pequena, perto de Londres. Quando o resultado saiu e eu soube onde eu iria morar mesmo – LONDON BABY – , confesso que tremi, tive vontade de chorar, tive medo, mas não contei pra ninguém. No meu primeiro dia em Londres, perderam minhas malas, eu não tinha chip de celular nem internet, estava sozinha, peguei um taxi do aeroporto até minha acomodação em Victoria, e fui dormir, com frio, fome, medo e ainda não acreditando muito bem aonde eu estava. Acho que no primeiro dia tu tens aquela impressão de que tua casa é do outro lado da rua, que, qualquer coisa que acontecer, é só atravessar e pedir ajuda pra alguém.
    No outro dia de manhã, com um pouco de receio, sai sozinha, tomei café, conversei com os atendentes, com as pessoas na rua, descobri o metrô, fui à Westminster, vi o Big Ben, perdi todo o medo que eu tinha no mundo. Hoje em dia não tenho medo de nada, acho que a gente se assusta com todos os perigos que existem por aí e nos esquecemos de todas as maravilhas e encantos que o mundo pode nos proporcionar também. Não espero mais por ninguém pra visitar o que eu tenho vontade ou fazer o que eu desejo, Londres me deu auto-estima, confiança, uma felicidade sem tamanho, me fez uma pessoa melhor.
    Nos primeiros dois meses, sempre que batia aquela vontade de ir pra casa, eu pensava na minha casinha no Brasil. Um belo dia enquanto viajando, me bateu uma vontade enorme de voltar pra casa, dormir na minha cama, mas aí minha casa, na minha cabeça, era automaticamente em Londres. Foi um dos dias mais importantes do intercâmbio pra mim, foi onde eu vi que meu coração já era apaixonado pela cidade, que mesmo sem perceber eu passei a considerará-la o meu lar.
    Hoje em dia estou de volta no Brasil, mas levamos um pouquinho de onde moramos conosco pro resto da vida, Londres sempre será um pouquinho minha, sempre falarei como se fosse um filho que eu amo muito, e eu sempre vou lembrar de lá com muita gratidão.

  11. Fui para Londres semana passada fiquei apenas 3 dias, mas aproveitei muito fui em muitos lugares, amei a cidade é maravilhosa e o ingleses são muito legais e educados me surpreendi, não falo nada de inglês sei apenas o básico do básico, e mesmo assim consegui fazer tudo que queria e comprar tudo que queria eles são muito compreensivos, não vejo a hora de voltar, valeu muito apena!

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