Londres: como tudo começou

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Londres é uma das cidades mais vibrantes do planeta, sempre na vanguarda da tendência do hype. Nem por isso a capital britânica perdeu contato com sua cultura e tradição. A Rainha, os Guardas Reais, o estilo arquitetônico, os ônibus de dois andares vermelhos… Nada está lá por acaso.

Londres hoje

Capital do Reino Unido e da Inglaterra, Londres é um dos mais importantes centros econômicos e culturais do mundo. A cidade é referência em entretenimento, política, moda, mídia, e educação. O turismo também tem grande influência nesta metrópole, uma vez que quase 10% do PNB (produto nacional bruto) da Inglaterra vem dele. Estima-se que a cidade seja visitada por cerca de 27 milhões de pessoas por ano, o que gera 350 mil empregos.

Como Londres começou

Na ocasião de sua fundação, pelos Romanos em 43 d.C., a cidade foi batizada de Londinium, e era cercada por muralhas. Esta fase durou aproximadamente 20 anos, até que Celtas vieram e pilharam o lugar. Todavia, sua reconstrução foi rápida, o que fez com que a cidade viesse a se tornar a capital da Província Romana Britânica no século II, ocupando o lugar de Colchester, sua antiga capital. Londinium ficava na região hoje conhecida como The City. Com o declínio do Império Romano, as tropas foram chamadas de volta e a cidade foi praticamente abandonada.  Com a queda de Roma a cidade anglo-saxônica de Ludenwich estabeleceu-se a 1 km de Londinium, local hoje conhecido como Covent Garden, mas com a invasão dos Vikings, Ludenwich foi destruída e seu governante decidiu então transferir o que sobrara de Ludenwich para dentro das antigas muralhas da Londinium romana. Estabelece-se assim, Londres.

Os anglo-saxões

Por volta de 1000 a monarquia saxônica começa a utilizá-la como sua principal capital, no lugar de Winchester. Assim, Londres se firma como a capital definitiva do Reino Unido, resistindo em seu posto através das invasões e conquistas; no domínio dos Vikings (1016 a 1043), do retorno dos Saxões (1043 a 1066) e da dinastia normanda (1066 em diante). A cidade também resistiu à grande epidemia de peste bubônica nos anos de 1665 e 1666, que dizimou 20% da população, e ao Grande incêndio de Londres, ainda em 1666, que destruiu boa parte da cidade: 13.200 casas, 87 igrejas, a Catedral de St. Paul e 44 prédios públicos. Na época estimou-se que pouquíssimas pessoas morreram, mas estudos mais atuais dizem que as vítimas podem ter passado de milhares, uma vez que pobres e pessoas de classe media não eram contabilizados.

Era Vitoriana

Em 1700 a cidade tinha 700.000 habitantes, mas não devido às taxas de natalidades, e sim a grande taxa de imigração, e em 1800, a cidade era considerada a maior cidade do mundo. Londres foi aos poucos se tornando esta grande metrópole que é hoje graças à imigração e ao êxodo rural. Como consequência deste, relativamente, rápido crescimento demográfico, sua infra-estrutura e sua rede de saneamento básico não comportavam a demanda populacional. Em 1854 uma epidemia de Cólera atingiu a cidade e matou 14.000 pessoas. Outro problema foi a quantidade de dejetos despejados no Rio Tâmisa. A poluição era tanta que o rio estava biologicamente morto e o mau cheiro chegou a interromper sessões do Parlamento, em 1858, que fica às margens do rio.

Segunda Guerra Mundial

Durante a Segunda Guerra Mundial Londres foi bombardeada pelos alemães, o que custou a vida de muitos habitantes e a destruição de varias zonas da cidade. A reconstrução nas décadas de 50, 60 e 70 gerou vários estilos arquitetônicos na cidade. Após a segunda Guerra, a chegada de imigrantes de diversas partes do mundo fez de Londres uma metrópole cosmopolita, uma cidade universal.  Com cerca de 1623,3 km² de área urbana e uma população estimada em 8,505,000 habitantes, a cidade é um dos três principais centros financeiros do mundo e o principal centro financeiro europeu.

O primeiro metrô do mundo

A eficiência dos meios de transporte é essencial na economia londrina. Uma empresa estatal rege os meios de transporte, dos quais o ferroviário e o rodoviário são os principais. Londres foi pioneira em ferrovias, quando em 10 de janeiro de 1863 inaugurou a Metropolitan Railway, primeira linha de metrôs do mundo. Esta primeira linha ferroviaria hoje faz parte da linha de Hammersmith e City. Em Londres também foram feitas as primeiras linhas com comboios elétricos, em 1890. Hoje existem mais de 700 rotas de ônibus na cidade. Os ônibus de dois andares são um dos símbolos da cidade.

Artes e literatura

Esta cidade encantadora serviu de inspiração para vários artistas através dos séculos. Charles Dickens, Agatha Christie e a autora da série Harry Potter, J.K Rowling, inspiraram-se ou citaram a cidade em seus livros e escritos. Pintores, como Samuel Pepys, retrataram a cidade, seja por sua beleza ou como testemunhas oculares de acontecimentos marcantes para a História, como o Grande Incêndio de Londres ou as pestes. William Shakespeare passou grande parte da sua vida na região e fundou o Globe Theatre. A cidade possui ainda inúmeras casas de concertos e espetáculos e escolas de música.

Enfim, sejam artistas renomados, membros da realeza ou viajantes de outras partes do mundo, Londres continua a maravilhar quem a visita. E aí, curtiu conhecer um pouco mais sobre a história de Londres? Comente.

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