Banqueting House

Banqueting House

banqueting house - divulgação

Construída em 1622, a Banqueting House é uma sobrevivente. Serviu como local para entretenimento do Rei Charles I e, mais tarde, como palco de sua morte, por decapitação, em 1649. O soberano se foi, mas o prédio permaneceu. Ficou imune ao incêndio de 1698, que vitimou o Palace of Whitehall, e aos bombardeios da Segunda Guerra Mundial, na década de 1940. Atualmente, recebe turistas, curiosos e estudiosos que desejam se encantar com o restante do primeiro palácio em estilo neoclássico da Inglaterra e seu famoso teto coberto pelas tintas de Sir Peter Paul Rubens.

Visitas

Endereço: Whitehall, London SW1A 2ER , United Kingdom

Estações de metrô: Westminster e Embankment

Linhas de ônibus: 3, 11, 12, 24, 53, 77A, 88 e 159

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Horários: Diariamente, das 10h às 17h.

Preço: Adulto 6,60 libras e Criança (menos de 16) grátis.

O preço do ingresso inclui um audio guide que conta a história da Banqueting House. Entre os idiomas, estão o inglês e o espanhol.

Pintura: Hendrik Danckerts

Palácio de Whitehall

O Palácio de Whitehall, do qual a Banqueting House fazia parte, foi a residência oficial da monarquia britânica em Londres entre 1530 e 1698, quando um incêndio destruiu tudo exceto a Banqueting House. Em seus momentos finais, tratava-se do maior palácio da Europa, com 1,5 mil salas, sobrepujando o Vaticano e Versalhes.

> Saiba mais sobre o Palácio de Whitehall

Entretenimento da corte

A Banqueting House foi construída para prover o ambiente adequado para a diversão da Realeza. E para a Realeza da época, o melhor entretenimento era a Masque, uma espécie de fusão entre um baile de máscaras e uma peça de teatro, normalmente dividida em duas partes. Na primeira, atores profissionais encenavam para a plateia da Corte; na segunda, os convidados levantavam-se, substituíam os atores e dançavam até o fim da noite.

Foto: divulgação

Arte de Rubens

O tamanho e a beleza das telas de Rubens, pintor barroco nomeado cavaleiro na Inglaterra e na Espanha, ainda impressionam os visitantes. As pinturas, instaladas em 1636, foram encomendadas por Charles I para celebrar a vida e o reino de seu pai, James I. As três principais retratam a União das Coroas, a Apoteose de James I e o Reino Pacífico de James I. As telas de Rubens proporcionaram uma das últimas visões do Rei Charles I, decapitado em frente à Banqueting House.

Foto: V. Travi, MdM
Foto: V. Travi, MdM

A queda do Rei

Como a maioria dos Reis, Charles I, segundo filho de James I, acreditava que o soberano era designado por Deus para comandar o império. A partir dessa premissa, brigou com todo mundo que discordava do pressuposto. Dissolveu o parlamento duas vezes, elevou impostos para promover guerras, casou-se com uma Princesa católica, nomeou o infame George Villiers como Duque de Buckingham e não reconheceu a legalidade do tribunal que o julgou por traição após a segunda guerra civil, em 1649.

O julgamento

Apesar do ódio que o Rei Charles I despertava por sua política religiosa, econômica e internacional, muitos súditos ainda o apoiavam. Por isso, o público não pôde presenciar seu julgamento. No dia, a maioria do parlamento votaria contra a execução do Rei, mas grande parte foi impedida de entrar no prédio pelo exército.

À acusação de trair a pátria e governar como tirano, o Rei Charles I nem se defendeu, por não reconhecer que seus atos pudessem ser julgados por uma corte. O costume de tirar o chapéu diante dos juizes também não foi praticado pelo Rei.

A sentença

Até encontrar um juiz disposto a condenar o soberano foi difícil. O escolhido, John Bradshaw, temia por sua vida. Foi ele quem leu a sentença:

– O referido Charles Stuart, como tirano, traidor, assassino e inimigo público da nação, deve ser executado com a separação da cabeça de seu corpo.

A execução

No dia da execução, 30 de janeiro de 1649, um palco foi montado em frente à Banqueting House. Só que ninguém queria ser o carrasco do Rei. Assim, depois de muita insistência e uma boa recompensa financeira, dois homens aceitaram o trabalho, com a condição de vestirem máscaras, a fim de que ninguém reconhecesse sua identidade.

Os relatos da época dão conta de nunca se ouviu um lamento tão grande quanto após a decapitação do Rei. Mesmo assim, muitos espectadores deixaram a lamúria de lado e correram em direção ao morto, com lenços na mão. Dessa forma, puderam banhá-los com o sangue do Rei, considerado divino.

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