A Grande Praga de Londres

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A St. Paul's Cathedral foi completamente destruída. Foto: Carl Ratcliffe, SXC

O século 17 é um capítulo trágico na história de Londres, da Inglaterra e do Reino Unido. A Grande Praga de Londres, em 1665, vitimou 20% da população da cidade. Antes dela, em 1649, o Rei Charles I foi decapitado, e uma república foi instituída pelo parlamento, capitaneado por Oliver Cromwell. Apenas um ano depois da praga, novo suplício: o Grande Incêndio de Londres, que destruiu a City of London em quatro dias de chamas, histeria e, incrivelmente, um reduzido número de mortes contabilizadas.

Esta é a história da Grande Praga.

> Leia sobre o Grande Incêndio

> Leia sobre a decapitação do Rei Charles I

A Grande Praga de Londres foi um surto de peste bubônica. Houve outros antes dela na Inglaterra e ao redor do mundo. O mais conhecido foi a pandemia chamada de Peste Negra, no século 14. Especialistas apontam que ela possa ter dizimado 1/3 da população europeia na época, aproximadamente 75 milhões de pessoas.

A Grande Praga matou um número estimado de 100 mil pessoas, equivalente a 20% da população da capital britânica em 1665. Acredita-se que os focos da doença só tenham sido eliminados em 1666, com o Grande Incêndio, que destruiu grande parte das favelas e lugares mais pobres da cidade.

Charles II, retratado por Sir Peter Lely

Temeroso, o Rei Charles II, que havia recuperado o trono apenas cinco anos antes (após a dissolução da monarquia e decapitação de seu pai em frente à Banqueting House do Palácio de Whitehall), deixou a cidade com a família e se estabeleceu em Oxfordshire.

Sem o Rei, o medo tomou conta da cidade. Os mais ricos seguiram a Família Real e fugiram de Londres. Os mais pobres, algumas autoridades e os médicos permaneceram. Só que não se sabia exatamente como combater a doença. Muitos gatos e cachorros, por exemplo, foram sacrificados, e outros tantos isolados, devido ao medo de que eles pudessem contribuir com a peste. Essa foi uma péssima decisão, afinal gatos e cachorros controlavam a populaçào de roedores e suas pulgas, os verdadeiros responsáveis pela proliferação da doença.

Nesse período, valas gigantescas foram abertas para abrigar corpos humanos, pois havia o receio de que a peste se espalhasse. Muito tempo depois, quando as autoridades londrinas escavavam a capital para a construção das primeiras estações de metrô, descobriram dezenas dessas covas espalhadas pelo subterrâneo. Algumas continham tantos ossos e eram tão grandes, que obrigaram mudanças na localização original de algumas estações.

Leia também: O metrô de Londres é mal-assombrado?

O Rei e sua corte retornaram à capital em fevereiro de 1666, quando já era mais seguro transitar pelas ruas da cidade. Ele não tinha ideia de que, alguns meses depois, Londres seria quase destruída.

> Saiba mais sobre a história de Londres

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5 COMENTÁRIOS

  1. a peste bubbonica de 1665 em londres foi descrita magistralmente por Daniel Defoe no seu livro, onde foi esplicado que os incendios eram propositamente provocados pelos proprios moradores londrinos que desesperados por não conseguirem deter a peste incendiavam as casas com tudo o que tinha dentro, inclusive parentes que faleceram da doença e eram potencialmente vetores da peste. O corpo de bombeiro com carros de madeira puxados a cavalos eram interditados pelo proprio povo e incendiados tambem. Todos fugiram para o interior e a cidade foi abandonada a propria sorte, por muitos anos até que a peste terminou.
    O fato foi previsto cem anos antes por Nostradamus numa quadra das centurias de facilima interpretação.

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