O legado da Princesa Diana, a Lady Di

O legado da Princesa Diana, a Lady Di

Como definir a Princesa Diana? Certamente, ela foi uma das mulheres mais radiantes do século 20. Capaz de quebrar paradigmas e fragmentar o símbolo de uma monarquia intocável, ficou conhecida como “Rainha do Povo”. Em 2016, se completam 19 anos desde sua morte, em Paris. Neste artigo, vamos relembrar um pouco do legado da Lady Di.

Não é à toa que, quando a atual Duquesa de Cambridge – Kate Middleton – apareceu em cena, várias comparações com a Princesa Diana começaram a surgir. Principalmente porque ambas vivenciaram o tradicional conto de fadas: de plebeias, se tornaram parte da realeza.

Mas a realidade costuma ser mais dura do que os livros de ficção infantil. O título de princesa vem acompanhado dos holofotes, dos paparazzi e da opinião pública. Nesse contexto, a postura e as ações da Princesa Diana transformaram para sempre a monarquia no Reino Unido.

Como? Descubra a seguir.

Lady Di
Princesa Diana. Foto: Nick Parfjonov, CC BY-SA 3.0

Princesa Diana: legado para a monarquia e o mundo

Foi no dia 29 de julho de 1981, na Catedral de Saint Paul  – em Londres – que Diana se casou com o Príncipe Charles e recebeu o título de Princesa de Gales. A cerimônia teve 3.500 convidados e foi acompanhada, também, por mais de 700 milhões de espectadores ao redor do mundo pela televisão.

Controversa talvez seja uma palavra para definir Diana. Desde seu casamento, até na forma de dar entrevistas, criar seus filhos, se vestir e se comportar, ela quebrou os protocolos reais.

Relembre parte de seu legado, que ajudou a transformar a realeza britânica.

1. Votos de casamento

Diana se casou com 19 anos. Na época, qualquer pretendente disposta a oficializar seu matrimônio com um príncipe precisava concordar com votos de casamento pré-estabelecidos pela Família Real.

Não foi o que aconteceu com Lady Di: ela discordou da sujeição à Coroa e deixou bem claro que escreveria seus próprios votos ao Príncipe Charles.

2. Criação dos filhos

Na história da realeza britânica, nem sempre a criação dos filhos de monarcas era vivenciada de perto pelos pais. Neste quesito, a Princesa Diana também se distinguiu. Mesmo jovem (deu à luz ao Príncipe William com 20 anos e à Harry com 21), ela fez questão de escolher o nome das crianças e amamentá-las. Sempre esteve presente na vida dos dois.

De forma geral, a Princesa criou os filhos como duas crianças “normais”: eles usavam jeans, bonés e andavam de transporte público. Também estudaram em escola pública. Diana os criou com simplicidade, para que não fossem arrogantes.  

3. Moda

Em 1994, Diana se consolidou como ícone da moda. Ela apostava em vestidos que não eram totalmente recatados. O tubinho preto que usou naquele ano em um evento beneficente foi capa de vários jornais britânicos. Brincos de pérolas e gargantilhas também faziam parte do guarda-roupa que virou desejo das mulheres no fim dos anos 90.

4. Ativismo

Outro legado de Diana ao mundo foi o uso de sua influência em prol do ativismo. Ela tinha um dom nato de ajudar os outros. Apoiou diversas instituições de caridade e, inclusive, atravessou um campo de minas terrestres em Angola para demonstrar o perigo causado à população africana pelos conflitos civis no país.

Em 1987, veio ao Brasil conhecer órfãos de pais soropositivos. Também levou seus filhos em algumas instituições filantrópicas, para que vissem que a realidade da maioria das pessoas pode ser muito mais difícil do que na realeza.

5. Transparência

Para a Família Real, Diana era quase um pesadelo. Principalmente por sua transparência: ela não fazia apenas declarações prontas à mídia. Em 1985, concedeu uma entrevista à BBC, na qual falou sobre a vida pessoal, a crise no casamento e até sua vivência com bulimia, um transtorno alimentar desenvolvido pela pressão de “manter as aparências”.

À época, Diana poderia ser um sinônimo de decadência da realeza. Mas hoje se observa que ocorreu o contrário: ela aproximou a Família Real do povo e acendeu uma nova chama de interesse pela monarquia por parte da mídia – que se perpetua até os dias atuais.

Depois da Princesa Diana, o palácio também aprendeu a se posicionar melhor diante dos holofotes. Se hoje a Família Real consegue lidar com o público, antecipando seu humor e sensibilidade, muito se deve ao passado.

A morte da Princesa Diana

Por ser uma figura tão expressiva e relevante, Diana era um prato cheio para os tabloides. Em qualquer lugar que a Princesa ia, havia um circo midiático ao redor. Mesmo depois dos rumores de traição, que culminaram em seu divórcio do Príncipe Charles (1996), ela ainda era objeto de desejo das câmeras.

Lady Di teve um fim triste. Em agosto de 1997, já separada e namorando o empresário egípcio Dodi Al-Fayed, ela se envolveu em um trágico acidente de carro em Paris, enquanto era perseguida por sete paparazzi, e morreu devido a uma hemorragia interna. Seu funeral foi acompanhado por 2,5 bilhões de pessoas pela televisão.

Até hoje, a imagem de elegância, bondade e beleza da Princesa Diana permanece viva na memória não só dos ingleses, mas de cidadãos de todo o mundo.

E você, também é fã da Princesa Diana? Qual você acha que é a parte mais relevante de seu legado ao mundo? Opine!

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