Fogos de artifício no Réveillon de Londres (2012 – 2013)

Fogos de artifício no Réveillon de Londres (2012 – 2013)

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Mais uma vez, os fogos de artifício coloriram os céus de Westminster em celebração à virada do ano em Londres. Centenas de milhares de pessoas se aglomeraram às margens do Rio Tâmisa, em torno da London Eye, para presenciar o espetáculo de luzes e sons na passagem do dia 31 de dezembro de 2012 para o dia 1 de janeiro de 2013. Não se sabe se as horas de espera em pé, no frio, em condições pouco desejáveis, valeram a pena para todas elas. Mas se pode ter certeza de que os produtores do show bem que tentaram: foram 12 minutos de encanto absoluto, em um palco inigualável.

Como sempre, a contagem regressiva principiou as emoções definitivas da noite. Assim que as badaladas do Big Ben ressoaram por toda a Londres, a paisagem mudou de cor. Fogos de artifício saíram de trás, dos lados e de dentro da London Eye. Pelos altofalantes, uma voz anunciou: “Welcome to London”. Do sistema de som, uma trilha sonora envolvente passou a conduzir o ritmo dos fogos e das luzes.

O show parece se dividir em duas partes. A primeira, até 5min55s, constitui-se de uma bela profusão de sons e luzes, ideais para o arrebatamento inicial. A partir daí, no entanto, a voz dos altofalantes pede: “Mind The Gap”. Com esse cuidado, o tresloucado Psy inspira: “Oppa Gangnam Style”. Aos 6min32s, a batida universal de We Will Rock You, do Queen, abre um mashup com a canção ‘Sing’ (Gary Barlow & The Commonwealth Band featuring Military Wives). Queen é o ensejo para a própria Rainha falar, a partir de um discurso gravado nas comemorações do Jubileu de Diamante: “I hope that memories of all this year’s happy events will brighten our lives for many years to come”.

Com esse tom, os discursos são bem-vindos. Depois da Rainha, a voz do primeiro-ministro, David Cameron, agradece: “You showed us the best face of Britain, who we really are, one United Kingdom”. Ao som de The Who, o prefeito de Londres, Boris Johnson, com sua clareza habitual, encerra: “There is no limit to what Britain can achieve”.

No fim da queima de fogos, lá pelos 9min30s, os garotos do One Direction, adorados por todos os lados, dão uma dimensão mais jovem ao discurso do Governo e da Coroa: “Lets go crazy ‘till we see the sun. And live while we’re young”. Além deles, os ouvidos atentos captarão alguns acordes de Willy Moon – Yeah Yeah, Nero – Me And You, Public Enemy – Harder Than You, Katy Perry – Wide Awake, Coldplay – Viva La Vida, entre muitas outras.

Na comparação com o ano passado, o espetáculo parece ter perdido um pouquinho da coesão. Havia, na passagem de 2011 para 2012, uma transição bem mais suave entre as faixas de músicas, sempre entrecortadas por discursos emocionados de uma Londres se preparando para os Jogos Olímpicos. Talvez, neste ano, os organizadores tenham decidido fugir um pouco dos clássicos britânicos, porque deixaram incontáveis bandas de fora – como Kinks, por exemplo.

Mesmo assim, é difícil não se emocionar com mais essa bela passagem de ano. Que em 2013 o Big Ben, a London Eye e toda a Londres possam inspirar ainda mais sonhos de viajantes como você, querido leitor.

Gustavo Heldt

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