Arquitetura do Royal Albert Hall

Arquitetura do Royal Albert Hall

Royal Albert Hall, em Londres, é uma casa de espetáculos do fim do século 19, que recebeu esse nome em homenagem ao Príncipe Albert, marido da Rainha Victoria. Até hoje, recebe grandes apresentações da música clássica – e até alguns shows de rock e pop. Aqui são realizados os BBC Proms, por exemplo. Conheça agora a história da construção e da arquitetura desse importante ícone de Londres.

TextoFlávio F. Moreira

Royal Albert Hall - Mapa de Londres
Foto: Flávio F. Moreira

O sucesso da Exposição Mundial de 1851, em Londres, levou o Príncipe Albert, marido da Rainha Victoria, a idealizar um complexo público voltado ao conhecimento e à cultura, em South Kensington, constituído por um grande hall central e outros equipamentos que promoveriam as artes e as ciências. Nomeada informalmente Albertopolis, a região passou a abrigar, ao longo dos anos, instituições como o Imperial College of London, o Victoria & Albert Museum e o Natural History Museum.

Royal Albert Hall - Mapa de Londres
Foto: Flávio F. Moreira

Inspirado nos anfiteatros romanos, o Royal Albert Hall of Arts and Sciences teve o seu tijolo (vermelho) fundamental lançado em 1867 e foi inaugurado cinco anos depois, em 1871. O projeto inicial, autoria de engenheiros civis da Royal Engineers, previa acomodar 30 mil espectadores, mas esse número teve que ser diminuído para 7 mil, por razões práticas e financeiras. (Parte do orçamento foi aplicado na construção do Albert Memorial, vizinho ao Royal Albert Hall, após a morte do príncipe, em 1861.) Outras adaptações foram necessárias para se corrigir a acústica deficiente do auditório, e a solução definitiva foi aplicada em 1969, quando discos de fibra de vidro foram suspensos sob a cobertura para atenuar os problemas de eco.

Assim como tantos outros ícones londrinos, o Royal Albert Hall sofreu danos durante a Segunda Guerra, porém não tão severos, já que servia de referência para os aviadores alemães. Entre 1996 e 2004, passou por um grande processo de renovação técnica, e outras melhorias de infraestrutura foram implementadas sob a supervisão de órgãos de preservação, atentos à proteção deste patrimônio histórico nacional.

Flávio F. Moreira, 29 anos, é formado pela Belas Artes de São Paulo. Tem pós-graduação em Patrimônio Urbano e embarcou da capital paulista para a capital britânica em dezembro de 2012. 

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